Operação paulista mira empresa de ônibus e vereador petista suspeitos de ligação com PCC

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo deflagrada hoje apura a suposta participação do crime organizado no transporte urbano na capital paulista. A ofensiva mira integrantes da direção da Transunião, entre outros alvos.


O vereador petista Senival Moura, suspeito de envolvimento na morte de um ex-presidente da cooperativa e de participação em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, também é investigado.


Agentes foram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao presidente da Transunião e dezoito veículos ligados a empresa estão sendo apreendidos.


Em 2014, um relatório do MP foi anexado no inquérito sobre seu irmão, o então deputado Luiz Moura, também do PT (Partido dos Trabalhadores), e cita o nome de Senival Moura por suspeita de formação de quadrilha e corrupção.


O deputado estadual Luiz Moura (PT) foi flagrado pela polícia à época em reunião com dezoito integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Não é a primeira vez que o vereador paulistano Senival Moura (PT) é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo por suspeita dos crimes de formação de quadrilha e corrupção, aponta relatório sigiloso ao qual o site de VEJA teve acesso.


O procurador-geral de Justiça de São Paulo naquela época, Márcio Fernando Elias Rosa, apresentou representação criminal contra o deputado Moura para apurar sete crimes: organização criminosa, extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de autoridade.


Os irmãos Moura, ligados a perueiros que operam no sistema de transporte público de São Paulo, constavam em inqu