Ônibus do PCC: Entenda o esquema da facção com o transporte público de SP

Atualizado: 20 de jun.

Segundo investigações, o crime organizado "lava" dinheiro há 20 anos dentro de empresas de ônibus da capital paulista, noticiou o site Band/UOL


A Polícia Civil investiga a ligação do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que domina o tráfico de drogas em São Paulo, com o transporte público da capital paulista.


Nos últimos meses, uma investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) encontrou indícios e provas do envolvimento da facção com empresas de ônibus urbanos, que deflagraram operações realizadas em um intervalo de duas semanas.

Ainda conforme noticiado pela Band, de acordo com a polícia e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), ao menos duas empresas de ônibus que atuam na capital paulista, com contratos milionários com a Prefeitura de São Paulo, são suspeitas de terem ligação com a quadrilha.


Juntas, as empresas investigadas transportam cerca de 840 mil passageiros por dia. Esse número representa cerca de 12% de todos os usuários do sistema público da capital diariamente.


Em média, cerca de 7,2 milhões de passageiros são transportados diariamente, em uma frota de 11.925 ônibus rodando em São Paulo. Os dados são da Secretaria de Mobilidade e Trânsito (SMT).


A suspeita da polícia é que as empresas de ônibus de São Paulo sejam usadas por membros do PCC para lavar dinheiro.


Até o momento, duas prisões foram feitas. São dois homens acusados de serem os executores de ex-diretores de empresas que coordenam linhas de ônibus da capital. A polícia espera seguir com as investigações e analisar documentos colhidos para pedir a prisão de mais pessoas envolvidas no esquema.