O apogeu da vigarice habita na memória seletiva

Gustavo Corção caiu em profundo esquecimento após uma forte campanha de difamação da esquerda e com complacência dos militares. O motivo é simples. Após trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), onde teve estreita amizade com Carlos Lacerda, um ex-esquerdista como ele, torna-se um dos responsáveis, juntamente com Alceu Amoroso Lima, por sua conversão ao catolicismo. Corção, a convite de Lacerda, torna-se colaborador no jornal carioca Tribuna da Imprensa, destacando-se como grande polemista. A direita tinha um jornal com dois grandes escritores que conheciam a esquerda melhor que ninguém. Corção lança, em 1950, o romance Lições de abismo, premiado pela ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 1955, sendo traduzido para vários idiomas. O colunista passa, então, a ser um escritor renomado. Como não podiam vencê-lo no debate, os esquerdistas difamaram-no o mais que puderam, a ponto de seu nome não ser tão conhecido assim por essa Nova Direita que quando muito, sabe quem é Enéas Carneiro. Pesquisando sobre Corção nos jornais, passei os olhos no seguinte texto do Estadão publicado em junho do ano passado:

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