Não existe ex-guerrilheiro quando o objetivo permanece

É perceptível que nem mesmo a direita brasileira ainda compreendeu plenamente a importância da precisão dos termos que utiliza para descrever a realidade que se apresenta diante de si. Chama aborto ao assassinato de bebês, aceita com facilidade qualquer técnica de enquadramento feita pela mídia, sem contar quando utiliza não apenas parte mas todo o vocabulário meticulosamente preparado pela esquerda em uma tática facilmente perceptível a ser usada no futuro.


Que uma criança chame um poodle e um pastor alemão de au-au é aceitável e até gracioso, mas quando signos verbais infantes saem da boca de marmanjos, beira o ridículo, podendo ser até um sintoma de algum problema psiquiátrico.


Embora o exemplo acima não seja tão adequado para comparar com a fala do presidente Bolsonaro, convém salientar que o objetivo é mostrar a importância de ver um chefe do executivo chamando as coisas pelo nome.

Em uma conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Bolsonaro evidentemente recusou-se a chamar o presidente da Colômbia de “ex-guerrilheiro”, mas referiu-se ao novo chefe do executivo colombiano como o vocábulo “guerrilheiro”. Apontando para o fato de o político colombiano manter a rota na meta desejada, mudando apenas o método de ação.





Que esse exemplo do presidente se espalhe e evite nas pessoas aquela prisão linguística onde o oponente dos comunistas já inicia perdendo ao aceitar os termos estabelecidos por quem deveria, no melhor cenário, expor as ações ignominiosas do comunista.